sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Evento sobre cultura afro-brasileira tem programação aberta com palestras, videoconferências e performance

Red Bull Station recebe segunda edição do programa de imersão AfroTranscendence no fim de outubro
De 26 a 29 de outubro, o Red Bull Station, na região central de São Paulo, receberá a segunda edição do projeto AfroTranscendence, programa intensivo de imersão na cultura afro-brasileira conduzido por especialistas, artistas e pesquisadores da área.
Como na última edição, o AfroTranscendence deste ano também dividirá sua programação em duas propostas: uma experiência imersiva voltada apenas a estudiosos da área e participantes selecionados por meio de edital e uma programação aberta ao público, com três dias de palestras, mostras e performances.

Foto: Divulgação.

Os dois roteiros se dividirão em três eixos centrais: "Descender para Transcender: descolonizando o conhecimento"; "A memória da Criação: panorama para práticas de inversão no contemporâneo"; e "Estéticas Negra: pesquisa e processos sincréticos".
Foto: Divulgação.
Mahal Pita, do BaianaSystem, a líder comunitária e militante da liberdade religiosa Makota Valdina Pinto e Grada Kilomba, escritora e teórica de relações de gênero e raça, são alguns nomes presentes na programação aberta do evento.

Confira a programação:

27.10 - QUINTA-FEIRA
PAINEL - DESCENDER PARA TRANSCENDER: DESCOLONIZANDO O CONHECIMENTO
11h30 às 13h
Palestra 1 – Makota Valdina Pinto
14h30 às 16h
Palestra 2 – Ayrson Heráclito
  
28.10 - SEXTA-FEIRA
PAINEL A MEMÓRIA DA CRIAÇÃO: PANORAMA PARA PRÁTICAS DE REINVENÇÃO NO CONTEMPORÂNEO
14h30 às 16h
Palestra 1 – Fernanda Júlia
16h às 17h30
Palestra 2 – Jaime Lauriano
20h
Videoconferência com Grada Kilomba

29.10 - SÁBADO
PAINEL 3 - A ESTÉTICA NEGRA: PESQUISA E PROCESSOS SINCRÉTICOS
14h30
Nego Bispo
16h
Mostra Festival de Cinema Africano do Vale do Silício: mostra de 5 curtas seguindo de conversa com Chike C. Nwoffiah e Yasmin Thayná
18h30
Uma performance contada, uma palestra cantada
Mahal Pita + Lançamento vinil AfricaDeus de Naná Vasconcelos
20h
Apresentação coletiva - Laboratório AfroTrans

"Léla e a Turma da Aquarela" no Teatro Municipal de Santo André

Depois de passar por diversos teatros de São Paulo em 2015, o espetáculo "Léla e a Turma da Aquarela" está de volta em 2016, totalmente reformulado. Com novas músicas e em novo formato, o musical conta com música ao vivo e mais interação com o público.
O espetáculo convida as crianças para fazer uma verdadeira viagem pelo mundo da fantasia. Junto de um elenco formado por 5 personagens, os pequenos vão aprender valores importantes como o respeito pelos pais, os cuidados com o planeta e com a higiene, não ter preguiça e dar valor às amizades.
Com 12 músicas, o elenco busca incentivar as crianças a descobrir a magia do teatro.
"Nosso objetivo com o projeto tem sido trazer o encanto do teatro para a vida de crianças que foram criadas em uma era digital. O musical tem esse poder de fazer a criança se conectar com os personagens que estão ali pertinho, e não apenas na TV. Essa é uma maneira muito eficaz de educar e trazer diversão", explica Aldrey Sobrinho, idealizadora do projeto.

Fotos: Divulgação.


A reestreia acontecerá no dia 16 de outubro, no Teatro Municipal de Santo André, ás 15h da tarde. Os ingressos estarão à venda na bilheteria do teatro a partir das 10h30 ou pelo telefone (11) 97117-1766.
O musical tem produção geral de Aldrey Sobrinho e direção coreográfica por Sara Fernandes.
 
Serviço
Data: 16 de outubro
Horário: 15h
Local: Santo André, Praça IV Centenário - Centro, SP
Tempo: 50 minutos de espetáculo
Valor: R$ 25,00 inteira e R$15,00 meia (*crianças até 5 anos não pagam)
Contato: (11) 97117-1766
Elenco: Aldrey Sobrinho, Bruno Ferrara, Carolla de Rosi, Ilson Vieira, Maitê Leal, Márcio Souza e Priscila Slonzon

Sobre o Musical
Léla é uma garota muito sábia, é a mais velha da turma e está sempre passando conselhos para o grupo e para todas as crianças, orientando e ensinando. Gosta de dançar e de cantar, e ensina para a turma que, levando a vida na brincadeira, tudo fica bem mais gostoso.
Macacolé, é um macaco muito brincalhão e bagunceiro. Seu passatempo favorito é comer bananas e jogar futebol, o que faz muito bem por sinal! Afinal ele nasceu no 'país do futebol'.
Gata Pink, é uma gata charmosa, dengosa e meiga. Por ela o mundo seria todo cor de rosa. Grande amiga da turma, sempre pronta para ajudar e brincar.
Zatari, é um robô preguiçoso e as vezes mal-humorado, pois em muitas brincadeiras ele tem dificuldade de acompanhar seus amiguinhos, mas, mesmo com as suas limitações, pois ele é um robô, é um grande amigo. Com todo o incentivo e orientação dos amiguinhos ele aprende que ter preguiça é feio e se torna mais amável. Enquanto isso, nós aprendemos com ele que não devemos discriminar nossos amigos que de alguma forma, seja física, raça, religião, condição social, entre outras, são diferentes da gente! O que vale é a amizade entre todos nós.
Boneca Lilica, é uma boneca amorosa e estabanada, adora estar junto com os amigos, é super companheira e está sempre pronta para conversar, brincar, cantar e dançar. Afinal quem não tem ou teve uma amiga boneca.
Juntos, eles aprendem a valorizar as amizades, respeitar diferenças, obedecer aos pais, respeitar aos mais velhos, não falar palavrão, lavar as mãos antes de comer, cuidar da natureza e muito mais. Afinal, que graça teria ter tantos brinquedos se não se tem amigos?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Grupo Arena Circus se apresenta no Sesc Campo Limpo com “Brasilidades no Picadeiro”

O espetáculo narra a trajetória do locutor Ari Rabelo nas andanças do circo durante 30 anos em território nacional, conhecendo o folclore brasileiro, doando artes circenses e recebendo cultura popular


Folclore, arte circense e a narração da biografia de Ari Rabelo, um locutor apaixonado e envolvido com o mundo do circo e da arte popular, com mais de 30 anos de carreira, compõe o pano de fundo do espetáculo “Brasilidades no Picadeiro”, do grupo Arena Circus. Com formato inovador, o show foi criado para não se restringir apenas em apresentações de números circenses, mas também para contar as histórias do folclore brasileiro, ensinando e envolvendo a plateia com um conteúdo relevante e interatividade com os artistas. A próxima apresentação acontece no Sesc Campo Limpo, em São Paulo, nos dias 8/10 às 20h e 9/10 às 19h, com apresentação gratuita e classificação livre.

Diferencial:

O diferencial deste projeto está na ideia enriquecedora de promover encontros entre as práticas tradicionais do circo com as técnicas mais modernas, presentes em outros setores artísticos. Desta forma, proporciona a atualização da arte circense e abre precedentes para a criação de espetáculos que dialoguem melhor com o público contemporâneo e, consequentemente, reacende o desejo de frequentar o circo.  “A proposta é fazer com que os artistas interajam com o público através da oficina de circo, ferramentas culturais e a improvisação de criar um novo espetáculo popular, inspirado nos circos de antigamente, chamados de circo sem lona”, comenta Viviane Rabelo, acrobata e diretora do Grupo Arena Circus.






Fotos: Divulgação.
  


Sinopse:
No enredo, a plateia conhece, entre causos e prosas, a história de paixão inseparável de um homem pelo microfone e o circo se aventurando nas andanças do picadeiro em território nacional, conhecendo o folclore brasileiro, doando artes circenses e, sobretudo, recebendo cultura popular. E para que isso aconteça são usados recursos cenográficos, figurinos, e equipamentos circenses como, por exemplo, monociclo, tranca e Arame para mostrar as nossas raízes culturais folclóricas. A plateia pode interagir com os artistas e compor a apresentação.  

Programa e roteiro:
O espetáculo é aberto pelo locutor Ari Rabelo, que fala sobre o folclore da cultura brasileira demonstrada na poesia de Zé da Luz, mesclando com causos vividos em diferentes cidades. O show inicia com o número de Tranca - representando o Rio de Janeiro – exibindo o carnaval com coreografia e técnicas circenses utilizando instrumentos de bateria como tantan, pandeiro e surdo, além de aparelhos de malabarismo com os pés. A cidade de São Paulo é representada com o número de Monociclos de nove rodas, zig–zag e mono de 40 cm de altura, que retratam os barulhos dos carros e das pessoas na cidade mais populosa do país.
Brasília é simbolizada pelo artista circense que acena para o público como se fosse um político, ao som da Voz do Brasil. Depois ele sobe no trapézio em balanço para apresentar seu show, embalado no instrumental da música “Que pais é este”. Nas alturas realiza truques como piruetas, quedas, pé de ferro e salto de janela, interpretando gestos do Rock brasileiro e famoso da capital federal. Os Palhaços entram no picadeiro dando alusão ao Bumba meu boi- representando o estado do Amazonas. Ainda, interpretam uma banda do Brasil, mimicamente tocando instrumentos regionais brasileiros como agogô, berimbau, triangulo e pandeiro, realizando uma festa folclórica com a participação do público presente.
Representando o Serrado brasileiro de Pernambuco surgem Lampião e Maria Bonita. O casal de realiza um número de acrobacias Mão MÃO, inédito no Brasil, ao som de Asa Branca, de Luiz Gonzaga, com coreografia de Baião. E para finalizar, o apresentador relata e interpreta a poesia “Brasil Caboclo”, de Zé da Luz, indicando que o Brasil é um país lindo e cheio de riquezas culturais. O show é finalizado ao som do instrumental “Aquarela Brasileira”, de Ari Barroso, e todos os artistas entram no picadeiro com as respectivas bandeiras de seus estados representantes.

Serviço:
Brasilidades no Picadeiro
Sesc Campo Limpo – Gratuito
Dia: 08/10 - às 20h
Dia: 09/10 – às 19h
Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, Campo Limpo, São Paulo – SP / CEP: 05763-470

Sobre a Equipe da Alegria – Brasilidades no Picadeiro
O titular do grupo circense Equipe Alegria, Ari Rabelo, tem a sua história de vida ligada à história do Circo Garcia, onde trabalhou por um período de 30 anos como gerente e apresentador de espetáculos.  No mesmo circo formou sua família de artistas circenses: sua esposa Edileuza (bailarina), seus filhos Edivaldo (apresentador e malabarista), Wander (mágico e malabarista) e Viviane (acrobata e equilibrista). Todos viajaram incansavelmente pelos os estados e capitais do país, porém, esta trajetória de viagens foi abreviada com a extinção do Circo Garcia no final do ano de 2002. Após encerramento das atividades do Circo, Ari e sua família, em 2003, decidiram fundar o próprio grupo circense e independente da lona, inicialmente denominado Equipe Alegria. A partir do sonho realizado, eles passaram a se apresentar em várias capitais, juntos com outros artistas oriundos de circo, realizando espetáculos fabulosos para todos os públicos.

Histórico
Viviane Rabelo e Alfredo Muñoz acrobatas tradicionais renomados trabalharam em grandes circos; Circo Beto Carrero, Circo Garcia entre outros, consagrados com prêmios como Fomento ao Circo (Secretaria de Municipal de Cultura), Prêmio Caixa Carequinha (Funarte), também, tiveram grande participação na mídia televisiva em programas como o Domingão do Faustão Programa, Silvio Santos, Legendários, A Hora do Faro, Programa do Ratinho e outros.
Em 2010 montaram o “Grupo Arena” e realizaram vários espetáculos como o Fantasy e Magnific, apresentando-se em shows e eventos como, por exemplo, o Festival Paulista de Circo (participação em todas as edições), o Festival Internacional de Circo no SESC (2013), Oficinas e show- Sesc Santo André (2014), Noite de Gala do Circo no Teatro Municipal (2014), Virada Cultural Paulistana (2013, 2014 e 2015), e finalista ao prêmio Governador do Estado de São Paulo (2014). No ano de 2015, Arena Circus promoveu o 1° Festival De Escolas de Circo de São Paulo, participou da Virada Cultural, Circuito Cultural Paulista, Teatro Vivo (Teatro Sergio Cardoso), Circuito Sesc de Artes - roteiro 8 – 2016, Virada Cultural no Sesc Dom Pedro e Virada Cultural Paulistana (APAA). O grupo possui uma linguagem tradicional com conceitos modernos e atualização de cenários, figurinos e produção de números inéditos para surpreender e encantar seus espectadores.

Sobre a equipe/diretores do Grupo Arena:
Viviane Rabelobrasileira, de família circense, é acrobata aérea, contorcionista e tranquista. Nasceu no lendário circo Garcia onde foi criada e aprendeu as artes circenses junto com seus irmãos. Trabalhou em circos renomados como Beto Carrero, Picadeiro Aéreo, Di Napole, Circo da Mônica e Circo dos Sonhos. Ministrou aulas de circo em vários projetos como, por exemplo, Bairro Escola, SESC Bertioga e Colégio Pentágono. É graduada em nutrição com especialização em gestão de projetos culturais e sociais, pós-graduada em gestão de projetos culturais e políticas públicas.
Alfredo Muñoz, argentino, quarta geração de artistas circenses, é acrobata, perchista e monociclista. Já participou de importantes eventos como o festival internacional da juventude de Moscou (Rússia), festival mundial de circo em Belo Horizonte e festival Paulista de Circo. Trabalhou em circos renomados como Servian, Beto Carrero, Circo da Mônica e Circo dos Sonhos. Graduado em Educação Física, também, é maestro em aulas circenses na Academia Brasileira de Circo e no Colégio Pentágono.

Ficha Técnica - Trilha do Espetáculo
Abertura – GRANDES INSTRUMENTISTAS
Tranca – Batucada- DJ DERÔ
Palhaços – Lava Roupa Todo dia – LUIZ MELODIA
Monociclo-Carnabalera- HAVANA DELÍRIO
Malabares- Gritos de Liberdade-DJ RMAMZY
Palhaços- Boi Bumba- LUIZ GONZAGA
Equilíbrio em Arame- Que País é Este (instrumental) - LEGIÃO URBANA
Mão a mão- Asa Branca (instrumental) - LUIZ GONZAGA
Final – Aquarela Brasileira- SILAS DE OLIVEIRA

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Grupo Sobrevento volta a apresentar o espetáculo Só, no Espaço Sobrevento

No espetáculo , cinco personagens transformam objetos como baldes, cadeiras em miniatura, pequenos aviões e muito mais em elementos poéticos e metafóricos.

O espetáculo , do Grupo Sobrevento, aborda a solidão de forma delicada e, ao mesmo tempo, contundente, através das vulnerabilidades e sonhos de pessoas que buscam algo que nunca poderão alcançar. Com temática adulta e atmosfera onírica, o espetáculo comemora os 30 anos aos quais o grupo dedica-se à maciça pesquisa em teatro de animação voltado para adultos. Em São Paulo, o grupo reestreia o espetáculo dia 01 de outubro, em temporada gratuita até 18 de dezembro de 2016, no Espaço Sobrevento (R. Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser). O espetáculo faz parte do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Foto: Divulgação.


Sob direção de Luiz André Cherubini e Sandra Vargas, os atores-criadores,Maurício SantanaSueli AndradeDaniel VianaLiana Yuri e Sandra Vargasinterpretam as cinco personagens que transformam objetos como cadeiras em miniatura e pequenos aviões em elementos poéticos e metafóricos, dando vida à situações distintas e não sequenciais, que terminam por encontrar-se em suas solidões particulares.  “Os cinco personagens, mais que cinco vidas, são cinco caminhos que terminam por encontrar-se, nas suas solidões”, define um dos diretores, Luiz André Cherubini.
 é fruto de um intercâmbio internacional com duas referências mundiais do Teatro de Objetos: a artista belga Agnés Limbos, diretora da Companhia Gare Central, um dos nomes mais importantes do Teatro de Objetos no mundo, e Antonio Catalano, um dos maiores atores da Itália, artista plástico premiado na Bienal de Veneza e fundador da Casa Degli Alfieri. O músico brasileiro Arrigo Barnabé, autor da trilha sonora original, soma-se à equipe oferecendo texturas no mínimo diferenciadas, enquanto a iluminação cabe ao premiado Renato Machado, colaborador e integrante do Sobrevento desde sua fundação.
 estreou em julho de 2015, no Itaú Cultural, na cidade de São Paulo, e ficou em cartaz no Espaço Sobrevento até setembro do mesmo ano. Em 2016, foi apresentado em Campo Grande (MS) e cumpriu temporada no CCBB, no Rio de Janeiro. Além de críticas elogiosas, o espetáculo recebeu indicação ao Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), como Melhor Espetáculo, e indicações ao Prêmio Aplauso Brasil, como Melhor Espetáculo e Melhor Trilha Sonora Original.
A pesquisa para a montagem partiu do livro O Desaparecido ou Amerika, romance inacabado de Franz Kafka, escrito entre 1912 e 1914. Trata das desventuras de um rapaz alemão expulso de casa pelos pais, depois de ter engravidado a empregada. No entanto, o Sobrevento percebeu que as palavras não davam conta da narrativa e por isto não tentou encenar o texto de Kafka, mas a partir dele iluminar e desenvolver a questão da desumanização nas grandes cidades e no mundo moderno. “Embora as palavras de Kafka não estejam em cena, a atmosfera de sua obra terminou por impregnar o espetáculo. E para criar esta realidade particular, o Sobrevento uniu-se a artistas reconhecidos pelo desejo de criar novos mundos”, explica a diretora Sandra Vargas.
Levando à cena abordagens sobre o desajuste, a necessidade de se relacionar que parece cada vez mais árdua num mundo cada vez mais populoso, cada vez mais conectado e menos humano, Só tem na trilha sonora do compositor Arrigo Barnabé – de quase duas horas – a partitura que quebra o silêncio e a ausência de diálogos. O figurinista João Pimenta, colaborador do Sobrevento desde 2013, criou figurinos impactantes. Mais que cobrir as personagens, propôs revelá-las por meio de elementos que utilizou na confecção das roupas.

Atmosfera onírica
 é uma encenação envolvente, com uma atmosfera onírica construída a partir de imagens soltas, efeito obtido graças à pouca distância entre o espectador e a cena e à primorosa iluminação de Renato Machado. Com ela, os detalhes ganharam força. Não há uma sequência cronológica a orientar a narrativa. A luz propicia também a troca de cenários, sem o previsível black out, e o efeito de mixagem visual de algumas cenas: com uma cena ainda iluminada, outra começa a se insinuar, transferindo o foco de atenção do espectador e propondo novos significados. Um cenário vai dando lugar a outro e o espaço vai se transformando no decorrer da apresentação, mas cada cena deixa um "rastro": um objeto que fica, suspenso ou abandonado pelo chão, para compor uma instalação final, que pode ser visitada pelo espectador como uma exposição, um “museu da solidão”.
Com a colaboração de artistas de peso, o Sobrevento pôde chegar a um espetáculo maduro, digno de comemorar uma trajetória ininterrupta de 30 anos de trabalho, dedicado à pesquisa do Teatro de Animação para adultos.

Grupo Sobrevento
Formado em 1986, o Sobrevento é um grupo profissional de teatro que mantém um repertório de espetáculos e que se dedica à pesquisa, teórica e prática, da animação de bonecos, formas e objetos. Desde sua fundação, mantém um trabalho estável e ininterrupto e tem-se apresentado em mais de uma centena de cidades de 17 estados brasileiros. O grupo esteve, também, no Peru (1988), Chile (1996, 2002 e 2009), Espanha (1997, 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008 e 2010), Colômbia (1998 e 2002), Escócia (2000), Irlanda (2000), Argentina (2001), Angola (2004), Irã (2010), México (2010), representando o Brasil em alguns dos mais importantes Festivais Internacionais de Teatro e de Teatro de Bonecos.
Os espetáculos do Grupo são muito diferentes entre si, quer seja na temática, quer seja na forma, na técnica de animação empregada, no espaço a que se destina ou no público a que se dirige. Têm recebido, constantemente, Prêmios ou indicações para Prêmios da importância do Mambembe (Funarte/Ministério da Cultura), Coca-Cola, Shell, APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Maria Mazzetti (RioArte), sendo sempre apontados pela crítica especializada entre os melhores de suas temporadas. Por duas vezes consecutivas, em 1994 e em 1995, o Sobrevento recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio Estímulo, pelo conjunto dos seus trabalhos e “pela sua contribuição ao panorama das Artes e da Cultura do país”. Em 2016, o Sobrevento festeja os seus 30 anos.


Ficha técnica
Direção: Luiz André Cherubini e Sandra Vargas / Dramaturgia: Luiz André Cherubini, Sandra Vargas, Sueli Andrade, J. E. Tico, Liana Yuri, Daniel Viana e Maurício Santana / Elenco: Sandra Vargas, Sueli Andrade, Liana Yuri, Daniel Viana e Maurício Santana / Iluminação: Renato Machado / Trilha sonora: Arrigo Barnabé /Figurino: João Pimenta

Serviço
01 de outubro a 18 de dezembro de 2016
Sábados e domingos, às 20h
Espaço Sobrevento – Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Metrô Bresser – São Paulo  SP
Telefone para informações: (11) 3399-3589
Classificação: 14 anos/ Duração: 100 min/ Capacidade: 70 lugares
Ingressos gratuitos disponíveis meia hora antes na bilheteria ou por reservas pelo e-mail info@sobrevento.com.br, válidas até 15 min antes do início do espetáculo.

Informações à imprensa:
Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Márcia Marques
Fones: 11 2914 0770 Celular: 11 9 9126 0425

Daniele Valério Fones: 11 9 6705 04 25/ 11 9 8435 6614

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

São Caetano recebe o show Relax: Luso + Cazuza

O cantor e compositor Luso se apresentará no Teatro Santos Dumont, em São Caetano do Sul, com o show Relax: Luso + Cazuza. A apresentação traz no repertório as composições do artista amazonense com parceiros e hits de Cazuza, uma de suas referências musicais. A banda é formada por Fernando Mangabeira, na guitarra e violão, Gerson da Conceição (baixo) e Nilson Silva na bateria.

Na playlist estão canções como Flying, Fatal, May Be, Cores, do EP Ynterkallado, e Relax, que estreou um video clipe , em julho, produzido pela Anksata Produções. Parte do show traz homenagem a um dos ícones do BR rock, Cazuza. Neste set, releituras de músicas como Mais FelizUm Trem Para as Estrelas que dialogam e se identificam com as canções de Luso. A direção do show e do videoclipe são de Wildiner Franco. A produção-executiva é de Rosane Teixeira.

O show Relax: Luso + Cazuza faz parte da turnê Luso aos XV, que chega a São Paulo nesta semana. O artista completa 15 anos de carreira com shows pelo País e, para 2016, o EP Ynterkallado, trabalho mais recente, será complementado por mais seis músicas inéditas.


Foto: Divulgação.


Sobre Luso. Artista da gravadora Circuito Musical, selo administrado pela Universal Music Group, Luso, 38 anos, surgiu no Pop/Rock em 2004. Ao longo de sua carreira já gravou três álbuns. Com Ynterkallado, lançado há um ano, o cantor e compositor, com sua voz rascante, potente e visceral vem ganhando mercado na cena musical. As canções do artista, comercializadas pela One RPM, estão presentes nas principais plataformas digitais de música como Spotyfi, Deezer, Amazon MP3, entre outras.

Serviço

O que: Show Relax: Luso + Cazuza
Onde: Teatro Santos Dumont, São Caetano do Sul
Quando: Sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Horário: 21h
Quanto: R$ 20,00 a 40,00



Samba do bom, tema do bem!

O Movimento Sociocultural Amigas do Samba comemora seus cinco anos de existência e também os dez anos da Lei Maria da Penha com uma série de shows que procura conscientizar as pessoas na questão da violência contra a mulher de uma forma lúdica, musical e interativa.

Temas como a violência contra a mulher, o machismo, o racismo e a desigualdade de gêneros são dos mais importantes na atual conjuntura mundial. Discuti-los em alto nível é mais do que preciso. No entanto, não é fácil abordá-los sem cair em armadilhas como tensão, tristeza e rancor. O Movimento Sociocultural Amigas do Samba conseguiu unir o útil ao agradável, abordando esses assuntos polêmicos com samba da melhor qualidade e bom-humor.
Tudo teve início dentro do grupo Amigos do Samba, criado na internet para aproximar os fãs do mais brasileiro dos ritmos. Com o tempo, surgiu a ideia de se montar uma roda de samba integrada apenas por mulheres. Sua concretização não demorou, e em agosto de 2011 vinha à tona o Amigas do Samba.


Foto: Divulgação.


Os shows das Amigas do Samba trazem um repertório que inclui músicas pesquisadas do repertório musical brasileiro das décadas de 1920 a 1970, basicamente, com canções que exaltam e respeitam a mulher de autores como Mario Lago, Milton Nascimento, Dona Ivone Lara e outros. As integrantes do grupo também começam a criar músicas especialmente para o projeto.
Em sua nova fase, como forma de comemorar seus cinco anos de existência e também da promulgação da Lei Maria da Penha, as Amigas do Samba irão lançar material de divulgação de suas ideias que incluirá um CD com três faixas:  "Maria da Penha" (Fran Zaila e Luciene Baliza), "Meu Preto" (Jacke Carvalho) e "Nome Sagrado/Brasileiras" (José Ribeiro, José Alcides e Nelson Cavaquinho/Sharylaine).
Os shows serão feitos no formato de sarau, com direito a análise das letras das músicas, depoimentos e muita interação com o público presente, além de samba do bom, é lógico. A abordagem é sempre feita de forma propositiva e positiva, não apoiando agressões de parte a parte e não incentivando qualquer tipo de violência, seja de que forma for. Paz e entendimento, sempre.
As integrantes do Amigas do Samba são experientes no quesito música e também na militância contra a violência moral, física e financeira, o assédio e a baixa autoestima.
Na série de shows que serão realizados, o público ganhará o CD, que trará em sua embalagem digipack um encarte com oito páginas contendo as letras das músicas, o texto da Lei Maria da Penha, telefones úteis e outras informações importantes sobre o tema. Esse material faz parte do projeto "Hoje é Dia de Maria! Lei Maria da Penha", e foi concretizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
Eis um trecho do texto, escrito por Daisy Cordeiro, que estará no encarte do CD, e que mostra o tom deste belo trabalho:
"Empenhadas em levar adiante o sonho de uma certa Maria. Uma Maria que "como outras Marias conheceu a dor, pela violência de quem lhe prometeu amor!". Pois é,  "O AMOR"....Dizer em alto e bom som a todas as mulheres do mundo: Olha, se você procura amor, fuja do caminho da dor! Quem ama, te faz sorrir, não agride ou mata! É esse, o recado que as Amigas do Samba têm pra dar!"
Os shows serão dia 14 de  setembro, o local será o CEU Rubi. No dia 16 de setembro, está programado o show de lançamento do CD e do material de divulgação, assim como os 10 anos da Lei Maria da Penha, na Ação Educativa, no bairro de Santa Cecília (SP).

Eis o elenco de Amigas do Samba:

SUELI VARGAS – VIOLÃO E VOZ
Iniciou sua carreira em 1979. Viveu por 12 anos em Portugal atuando no complexo turístico da Ilha de Tróia, Setúbal e Porto. Cantou também para comunidades de migração portuguesa em Lion, Frankfurt, Amsterdã, Suíça e Montreaux.  Fã de samba e MPB, trouxe aos palcos brasileiros espetáculos como Cartola 24hs e A Divina (sobre a carreira de Elizeth Cardoso) e Amália (sobre Amalia Rodrigues) e Na Casa da Tia Ciata, nos palcos dos Sescs de São Paulo e interior e em várias casas de espetáculos. Também integra o grupo Trovadores Urbanos.
SHARYLAINE – VOZ
A paulistana, rapper, compositora, cantora e interprete iniciou a carreira na cultura hip hop em 1986 e foi a primeira mulher brasileira a fazer registro fonográfico do rap. Atualmente finalizou seu primeiro disco solo, "Sou Soul", composto por músicas atuais e da sua trajetória. É presidente da Frente Nacional da Mulher no Hip Hop. No grupo desde 2012.
CAMILA SILVA – CAVAQUINHO
Estudante de cavaquinho na EMESP Tom Jobim, foi integrante do grupo Toca  do Coelho, PCRVG Terra Brasileira, atuante nos grupos de choro da cidade e faz parte das  Amigas do Samba desde 2012.
DAISY CORDEIRO – VOZ E DIREÇÃO MUSICAL
É cantora, produtora e gestora cultural. Tem 3 CDs lançados no mercado (1999,  2005 e 2009) e prepara a pré-produção do quarto. Como produtora e diretora musical, destacam-se os seguintes espetáculos: Esquina Carioca (Casa de espetáculos Tom Brasil), Trovadores Urbanos (Estação Júlio Prestes, Teatro São Pedro e Caixa Cultural), Elba Ramalho (Canecão – Premio Visa) e como Gestora, no projeto Violão no Masp, contemplado pelo Proac ICMS. Atua nas Amigas do Samba desde sua fundação em 2011
FRAN ZAILA – VOZ
Trabalha no ramo da educação, como auxiliar administrativa. Começou suas atividades artísticas como uma das organizadoras do Sarau do B, no Bairro de Sapopemba e região, integrou como pastora o Samba do Beco de Vila Prudente, participou da gravação de sambas enredos da Escola de Samba Acadêmicos de São Jorge e G.R.C.E.S. Unidos do Peruche, integrou o coral e também foi solista do espetáculo "Pro Nosso Destino Mandar". Está no Amigas do Samba desde sua fundação.
TIA CIDA – VOZ
É assistente social. Tem uma carreira ilustre como sambista. Lançou recentemente  o CD Tia Cida dos Terreiros com grande sucesso perante a critica especializada. É a madrinha do grupo.

CRIS DO SAMBA – VOZ e DIVULGAÇÃO
Formada em Licença Plena em Pedagogia. Já exerceu funções como: Coordenadora de Eventos, Assistente Administrativo, Secretária, Prospectora de Novos Negócios, Professora Eventual no Estado. E hoje trabalha como Consultora em Planos de Saúde – Autônoma.  Formação no cenário do samba:
- Agitadora cultural e Vice-presidente dos @migosdosamba.com desde 2007.
- Mediadora da roda de samba de mulheres: Amigas do samba.com.
- Divulgadora de eventos relacionados ao Samba. Via email, Redes Sociais e Revista Periferia da Ação Educativa.
- Especialista em camisetas temáticas. 
Em 2012, participou da gravação do samba enredo da Escola de Samba Peruche e da gravação do CD da cantora Adriana Moreira.
Faz parte da Roda Amigas do Samba desde 2011.
JUSCILENE ALVES DA SILVA - VOZ
Pernambucana e pedagoga. Veio pra São Paulo com 5 anos de idade, teve contato direto com a música aos sete anos no Coral da Igreja São José do Ipiranga,  por meio de um Projeto Social onde também estudou teoria musical e clarinete. No samba, participou por 2 anos do projeto Samba no Beco como pastora (coro). Logo mais, foi convidada a ingressar nos Amigos do Samba e nas Amigas do Samba. Hoje também integra o Terra Brasileira, projeto comunitário de resgate ao samba e sua velha guarda.
MAIETE BARROS – VOZ, TAMBORIM E SURDO
Teve sua iniciação na música aos sete anos, com aula de piano, mas na época, o ballet lhe despertou e por consequência, se apresentou como dançarina mirim em diversos programas na TV Record. Passou a atuar de vez na música aos 15 anos, interessando-se pelos instrumentos de percussão. Atualmente, toca no Bar do Alemão e no Bar Reserva com suas apresentações solo como cantora e musicista
RIBEKA SUZUKI - PANDEIRO
É Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo. Em 2013 iniciou seus estudos no curso de percussão do Conservatório Dramático e Musical de Tatuí Dr. Carlos de Campos. Em junho de 2013, inicia suas atividades como brincante no Balé Popular Cordão da Terra, passando a estudar diversas manifestações populares. Um ano depois. passa a fazer parte de grupos e rodas de choro em São Paulo e em Tatuí. No Amigas do samba desde maio de 2016 .
JANA INOCÊNCIO  – DESIGNER GRAFICA E REGISTRO EM FOTOS E VIDEO
Divulga através de registros fotográficos e vídeos nas redes sociais, Rodas de Samba, Show e Rodas de Choro entre outros movimentos culturais desde 2009. Integrante do Bloco de Samba Pega o lenço e Vai desde seu primeiro cortejo em 2011, registros fotográficos, vídeos e edição dos mesmos. Integrante do Movimento Cultural @migos do samba.com desde 2011, registros fotográficos, vídeos e edição dos mesmos. Integrante do Movimento Sociocultural Amigas do Samba desde 2012. Responsável pelos registros fotográficos, vídeos e edição dos mesmos, auxiliando na divulgação das apresentações, confecção de flyers e divulgação nas redes sociais.
SANDRA SCABIO (BRANQUINHA DO SAMBA)
Formada na UNIESP em hotelaria com ênfase em sustentabilidade, cursou também Gestão em Produção Cultural. Trabalhou também com elaboração de eventos sociais e corporativos. Atua nas Amigas do Samba desde 2016.
Algumas das músicas do repertório das Amigas do Samba:

1 – Maria Maria(Milton Nascimento/Fernando Brant)
2 - Cinderela No Morro(Dewett Cardoso/Jonas Garret)
3 – Dono de Ninguém(Mestre Carioca)
4 – Eu Não Sou Pano de Prato(Mário Lago/Roberto Martins)
5 - Você me Paga o que Fez(Antonio Nassara)
6 -  Maria da Penha (Fran Zaila/Luciene Balisa)
7 – Nome Sagrado/Brasileiras (José Ribeiro, José Alcides e Nelson Cavaquinho /Sharylaine)
8 – Homem que é Homem Não  Bate Em Mulher (Magnu Souza/Maurilio Souza)
9 – Tia Cida dos Terreiros (Ivison Pessoa/Magnu Souza)
10 – Olho Por Olho(Daniel Santos/Zé do Maranhão)
11- Minha Verdade (Dona Ivone Lara)
12 - Alvorecer(Dona Ivone Lara)
13- Bodas de Ouro (Dona Ivone Lara)
14 – Inimigos do Batente(Wilson Batista)
15 - Meu Preto (Jacke Carvalho)
16– Opinião(Julia Saragoça)
17 – Feminina/ Mulheres do Brasil(Joyce)

Shows-próximas datas:
14/9 (quarta-feira)- 20h- CEU Rubi ((Rua Domingos Tarroso, nº 101- Vila Rubi - fone 0xx11-5662-9405)
16/9 (sexta-feira)- 19h30 às 22h (evento especial)- Ação Educativa (rua General Jardim, nº 660- Santa Cecília- fone 0xx11-3151-2333)